Palavra da semana: Redenção
Acredito
que o que nos uni é Cristo, o amor de Deus, a Sua infinita misericórdia. Pois independente
de doutrinas, de nossos valores, de nossas bagagens, de nossos fardos, nossas
experiências, nossas cicatrizes, uma coisa é certa, temos um amor. Grande amor é
esse, amor o qual nos uni, o qual nos reconciliou com Deus e nos dá do Seu amor
incondicional e de Sua infinita misericórdia.
Há
uma passagem na segunda carta a Igreja de Coríntios, que diz o seguinte:
"18Mas todas as coisas
provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o
ministério da reconciliação; 19pois que Deus estava em Cristo
reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões;
e nos encarregou da palavra da reconciliação. 20De sorte que somos
embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamos-vos, pois,
por Cristo que vos reconcilieis com Deus. 21Aquele
que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos
justiça de Deus (2 Co 5:18-21).”
Mas
o versículo 21 (em negrito) é o que mais quero focar e, para mim, é o que vale
por todas as palavras que eu possa escrever aqui. “Aquele que não conheceu
pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de
Deus”. Basta! O momento em que Deus O fez pecado por nós é, com certeza, o
momento em que o amor de Deus se revela de uma forma inefável. Jesus tomou sobre
Ele todos, absolutamente, todos os nossos pecados, pois, como está escrito, “o castigo que nos trouxe a paz estava sobre
ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados (Is 53:5b).”
Graças
a esse amor estamos aqui, livres para amar – e venhamos e convenhamos, o que nos faz diferente dos anjos é o amor
– e temos o ministério da reconciliação; graças a esse amor temos livre acesso
ao Pai; graças a esse amor temos, verdadeiramente, uma razão para viver, para
mudar e para ser melhor todos os dias.
Para
finalizar, que possamos nos inspirar nesse amor e ser um exemplo, pois Cristo
vive em nós, e, portanto, temos de resplandecer a Sua luz, majestade e glória.
Que através de nós, não seja visto nós mesmos, e sim a Cristo. Pois somos como
espelhos e devemos refletir a Cristo e sermos imitadores d’Ele; e, como isto, devemos
ter o cuidado de que do mesmo jeito que somos espelhos e refletimos e imitamos
a Cristo, também seremos nós que estaremos como o reflexo no espelho de alguém.
Portanto, que coloquemos em prática o “não sou mais eu quem vivo, mas Cristo
vive em mim”, pois:
“Fui crucificado com
Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive
em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me
amou e se entregou por mim (Gl 2:20).”

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