quinta-feira, 5 de maio de 2016

Palavra da semana: Redenção

Palavra da semana: Redenção


Acredito que o que nos uni é Cristo, o amor de Deus, a Sua infinita misericórdia. Pois independente de doutrinas, de nossos valores, de nossas bagagens, de nossos fardos, nossas experiências, nossas cicatrizes, uma coisa é certa, temos um amor. Grande amor é esse, amor o qual nos uni, o qual nos reconciliou com Deus e nos dá do Seu amor incondicional e de Sua infinita misericórdia.

Há uma passagem na segunda carta a Igreja de Coríntios, que diz o seguinte:

"18Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação; 19pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação. 20De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamos-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus. 21Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus (2 Co 5:18-21).

Mas o versículo 21 (em negrito) é o que mais quero focar e, para mim, é o que vale por todas as palavras que eu possa escrever aqui. “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. Basta! O momento em que Deus O fez pecado por nós é, com certeza, o momento em que o amor de Deus se revela de uma forma inefável. Jesus tomou sobre Ele todos, absolutamente, todos os nossos pecados, pois, como está escrito, o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados (Is 53:5b).”

Graças a esse amor estamos aqui, livres para amar – e venhamos e convenhamos, o que nos faz diferente dos anjos é o amor – e temos o ministério da reconciliação; graças a esse amor temos livre acesso ao Pai; graças a esse amor temos, verdadeiramente, uma razão para viver, para mudar e para ser melhor todos os dias.

Para finalizar, que possamos nos inspirar nesse amor e ser um exemplo, pois Cristo vive em nós, e, portanto, temos de resplandecer a Sua luz, majestade e glória. Que através de nós, não seja visto nós mesmos, e sim a Cristo. Pois somos como espelhos e devemos refletir a Cristo e sermos imitadores d’Ele; e, como isto, devemos ter o cuidado de que do mesmo jeito que somos espelhos e refletimos e imitamos a Cristo, também seremos nós que estaremos como o reflexo no espelho de alguém. Portanto, que coloquemos em prática o “não sou mais eu quem vivo, mas Cristo vive em mim”, pois:

Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gl 2:20).”


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